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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

pensando... de novo...

O amor... Ah! O amor... Tema de tantas canções que o ilustram como algo sublime e divino algo indissolúvel e eterno...
 Ai vem alguém e me diz que não há amor que resista sem dinheiro... Ah!Faça-me o favor. Amor resiste sim sem dinheiro, o que acaba com o amor é a intolerância, a incompreensão, o desleixo (incentivadas infelizmente por outras canções), a falta do vamos fazer juntos, vamos melhorar, vamos CONSTRUIR...
Pergunte se tiver oportunidade, a seus avós, bisavós ou alguém mais velho como começaram a vida, talvez exceto os mais abastados, eles te contarão historias que te marcarão para a vida como os meus avos que me contaram certa feita que quando casaram, a sua lua de mel foi rachando e serrando madeira para terem um teto no meio do mato com chão batido e fogo de chão com frestas nas paredes onde no inverno o frio os castigava sem piedade, onde por vezes, creio que o medo os assolava afinal era mata fechada... Mas sem dinheiro algum, pois nada ganharam dos pais ao casar, o amor prevaleceu o amor cresceu, pois pegaram juntos com força, com vontade e construíram dias melhores, família, filhos, netos e bisnetos que hoje podem se orgulhar de suas historias... Não diferente, talvez nossos pais e também nós resistimos aos problemas, pois lembro-me bem de uma vez que meu pai ao separar a comissão das vendas da semana ficou com míseros 19 reais para dar de comer para cinco pessoas por uma semana... Mas juntos pelo amor que une uma família superamos e passamos os sufocos que a vida nos reservou vencendo triunfantes, hoje ainda temos problemas e dificuldades, sinto que menores que o que nossos pais tiveram, mas o problema é que de certa forma alguns (ou muitos, não sei) dos casais apóiam a relação em quanto lucro isso pode gerar fazem contratos como em um negocio que pode ser dissolvido caso não se obtenha retorno financeiro desejado(claro que isso não pode forma alguma ser generalizado), não confiam no outro, casam pensando em como vai ser quando se separarem... Quem ama assume o outro não tem e nunca terá intenção de que isso seja passageiro... Lucrativo (desde que esse sentimento parta de ambos). As dificuldades foram banalizadas, o banal se tornou fácil, o fácil se tornou difícil e o difícil... Impossível. Creio que as dificuldades da vida são o que formam um caráter, uma pessoa melhor. Os problemas de relacionamento foram transformados em motivos para se buscar aventuras... Aventuras? Desrespeito! Aventura causa frisson é passageiro e superficial descarrega a adrenalina, mas e depois se volta pra casa e tudo bem? Relacionamento não é esporte, não da pra abandonar como quem cansou de fazer academia porque acabou o verão. Os sentimentos estão menos profundos, as pessoas se dizem mais sensíveis... Mas com elas mesmas. As relações humanas se tornaram frívolas e descartáveis... Perderam a essência, perderam a raiz... Perderam força...
Dinheiro não traz e não compra felicidade dizem, mas poucos acreditam realmente nisso, senão por certo não haveria tanta ganância pelo dinheiro e tanto descaso pelo sentimento dos outros... Dinheiro pode sim proporcionar momentos felizes que serão sempre lembrados, mas como já abordei anteriormente, acredito que não possa existir felicidade plena... Mas quanto dinheiro? Invista na simplicidade... Um momento feliz não precisa ser uma viagem para um lugar inesquecível, mas tornar inesquecível aquele sorvete italiano comprado de uma dessas máquinas pela cidade num quente domingo de sol onde se caminha pela cidade com a sua companheira e/ou seu filho, sua mãe, seu pai, quem sabe, como já vi sua avó que pouco sai de casa e adoooooooora sorvete ou apenas um pequeno botão de rosa dada a pessoa amada que a faz te olhar do jeito mais incrível e inexplicável, um olhar indescritível com uma doçura penetrante que faz com que aquele momento seja você, ela e o vazio do universo que naquele minúsculo instante onde um beijo suave e um sussurrado “EU TE AMO” te tira todos os problemas e tensões e a sensação é tão incrível que parece que aquele instante foram horas ou dias de uma paz sublime e perfeita... Tornar inesquecível o momento, o sentimento, a emoção, para que futuramente possamos lembrar-nos desse dia como a lembrança mais colorida e perfeita de um momento feliz que traduz... Quem sabe... FELICIDADE. Um momento como esse vivido com a devida intensidade fica gravado e será lembrado por muito tempo trazendo sempre um sorriso bobo desses em que se ri sozinho e um arrepio no corpo traz uma pequena lagrima de saudade ao canto do olho, um suspiro profundo que controla o choro, trazendo uma satisfação tamanha, uma paz de espírito em que esse momento feliz seja em cada lembrança um instante de paz interior onde podemos refletir sobre o que estamos fazendo para que essa maravilhosa sensação se repita de outras formas, com outros rostos, com outros gostos.
Gosto de acreditar na humanidade, mas gostaria que ela pudesse se salvar pelo amor, pelo sentimento e não pela tecnologia fria e por vezes simplesmente necessária... A evolução do ser humano é inevitável, mas porque isso tem que significar perder os sentimentos, as virtudes, o valor de família, os valores humanos. Sinto, de certa forma que minhas opiniões estejam baseadas na religião, mas o amor pode existir fora dela com a mesma intensidade, com o mesmo respeito com a mesma entrega, pois são poucos que mesmo “ateus” não crêem que um ser superior rege a orquestra da vida e esse SER descrito e aclamado por qual religião que seja da mais isolada tribo do mundo tem como fundamento o amor, o respeito pelo próximo, a vida.
Acreditem no amor, acreditem na vida, acreditem no sentimento, mas da forma mais pura deixando um pouco a malicia e querer material de lado, vamos passar nossa vida em um filtro onde na saída somente saiam os mais puros e nobres sentimentos para que possamos acreditar de fato que um dia tudo vai dar certo!
Abraço
IGOR